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O Brasil tem potencial para expandir significativamente o mercado de crédito imobiliário, que hoje gira em torno de 10% do Produto Interno Bruto (PIB), para patamares próximos a 30%, caso avance em reformas estruturais, avalia a economista-chefe do Santander, Ana Paula Vescovi. Segundo ela, o salto depende de medidas como a ampliação da securitização do crédito, uso mais intensivo de dados para precificação de risco e simplificação regulatória.
“A questão que se coloca não é só entre sair do crédito subsidiado [pela poupança ou FGTS] ou reduzir a taxa Selic. Sem securitizar o crédito imobiliário não vamos conseguir dar esse salto. O que conseguimos parcialmente por instrumentos como LCIs e CRIs já dá sinais de esgotamento”, afirmou Vescovi durante a Convenção Loft/Portas 2026, que aconteceu na quarta (15) e quinta (16), em São Paulo.
A economista explica que, hoje, dois terços do crédito imobiliário são subsidiados, sobretudo por recursos da poupança e do FGTS. Assim, o volume de recursos emprestados no setor, que somou R$ 225 bilhões no ano passado, acaba “preso” no próprio segmento, sem poder ser reempacotado em instrumentos financeiros que, por sua vez, poderiam impulsionar ainda mais o crédito imobiliário.
Fonte: Portas/Loft
Data: 20/04/2026
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